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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Autonomia e participação política

 
Autonomia e participação política
 
Jorge Leão
Professor de Filosofia do IFMA – Campus Monte Castelo


A participação na vida política não é possível sem a atuação consciente de sujeitos autônomos. Em todo o processo participativo é imprescindível a existência do ser livre, como mola propulsora da vida em comunidade.
Todavia, com o individualismo apregoado pelo mecanismo ideológico do capital, a tática é esvaziar o quanto antes o conceito de “espaço público”. Observa-se atualmente as inúmeras desmobilizações que o sistema de controle impõe à vida política. Quanto mais enfraquecido estiver o espírito de pertença à coisa pública, tanto melhor para a ideologia dominante.
Igrejas, sindicatos, partidos, grêmios estudantis são atacados frequentemente pelo mecanismo de controle para difundirem o “salve-se quem puder”. Quem for mais esperto ganha a guerra. Quem aceitar calado a exploração garante o “bom viver” dentro das instituições. É essa a estratégia, que funciona e amedronta, quem costuma viver alheio à participação em comunidade.
Como esta manobra sobrevive? Simples: ameaçando a mobilização conjunta. Em resumo, o alimento do mecanismo implica em usar a máquina de controle para garantir a atuação de medo e subserviência destes espaços, atualmente, em sua grande maioria, manobrados pelo mecanismo da força e da alienação da vida política.
Como elemento de contra-força, quem participa da vida política assume a condição da liberdade dentro do espaço público. É este o momento legítimo da práxis política. Do contrário, o conceito de participação perde sua autonomia. Desse modo, quando é dito, por exemplo, “você é livre para escolher”, e não age de modo a garantir a participação consciente do outro, então é falacioso proclamar o direito à participação.
Em tempos de exacerbado individualismo, em que cada um assume para si o que considera mais oportuno no momento, a herança da polis como tarefa humana básica vai sendo minada. O que rege o modo de atuar no mundo das relações descartáveis é o uso do outro como objeto. Aí acontece o processo de falência do conceito de comunidade.
Ser autônomo, por consequência, não é alimentar o atomismo político, como se vê atualmente. Ao contrário, a autonomia nos lança para o universo da polis, isto é, com a adesão no processo de construção coletiva, todos respondem pelo destino da coisa pública, uma vez que assumiram, pelo uso da liberdade, o fortalecimento do pertencimento ao espaço legítimo da comunidade.
Quando se nega o outro enquanto ser autônomo, nega-se também o direito de pensar a liberdade como fundamento da vida política. Entra em cena então a heteronomia, isto é, postula-se que o outro não é capaz de pensar o destino da polis em comunidade. Os sistemas totalitários funcionam a partir deste mecanismo de negação da autonomia. É mais fácil manipular quem se encontra acuado pelo medo ou pela ignorância.
Além da reflexão sobre o momento de esvaziamento em que se encontra a coisa pública, outro ponto é trazido para o ponto de crise, que é: “que herança deixaremos para as futuras gerações?”...
Enquanto se alimenta a ideia de que “cada um por si e Deus por todos” irá resolver nossos problemas comuns, mais e mais o dia a dia de miséria e violência que nos deparamos ao sairmos de casa ganha acento em nossas discussões, sem que com isso assumamos nossa responsabilidade pelo que é visto, e depois, quase que de modo automático, esquecido.

sábado, 17 de maio de 2014

A greve só cresce! IFMA Monte Castelo há uma semana parado

 Veja também: "Carta Aos Pais", na qual os servidores do IFMA Monte Castelo explicam porquê da greve

Campus Monte Castelo já está há uma semana parado, na greve que reivindica nossa pauta geral (data-base, cumprimento, por parte do Governo, dos acordos firmados, entre outros) do serviço público e nossos itens específicos (como não ao controle de ponto de docentes e técnicos como forma de pressão, RSC que contemple aposentados, entre outros).

Agora, são sete campi no Maranhão em greve no IFMA: Monte Castelo, Maracanã, Alcântara, Caxias, Bacabal, Codó e São Raimundo das Mangabeiras.

Judiciário Federal, MPU e UFMA também caminham para a greve, com paralisações esta semana, na quarta-feira, dia 21 de maio.

Nesse mesmo dia, aguardamos o reitor do IFMA em nossa greve, para dar respostas aos problemas apontados em nosso primeiro jornal, lançado mês passado (gastos com aluguel de instalações versus terrenos de propriedade do IFMA sem obras previstas, prédio anexo há SETE ANOS em construção, falência da Funcema e doações de empresas privadas à Fundação, entre outros (veja publicação completa AQUI).

O quadro que nos está dado é do fortalecimento e da unificação das lutas, pois é assim que historicamente avançamos contra os ataques dos governos e na manutenção de nossos direitos!




Confira:

Serviço público caminha para greve geral 
*        No Maranhão, já são 7 campi do IFMA em greve (Monte Castelo, Maracanã, Bacabal, Caxias, Codó, São Raimundo das Mangabeiras e Alcântara); 
*        Na próxima quarta-feira, 21 de maio, Judiciário Federal e MPU anunciam “Apagão de 24 horas” em órgãos das justiças do Trabalho, Eleitoral e Federal, com assembleia ao final e que pode levar a greve por tempo indeterminado; 
*        Na UFMA, técnicos mantém greve, e docentes também paralisam atividades na quarta-feira, 21, e já tem indicativo de greve para início de junho. 
*        Na última sexta-feira, 16 de maio, professores do município deflagraram greve
*         
O clima de mobilizações vivido no Brasil desde junho do ano passado, com questionamento aos governantes, à qualidade da prestação do serviço público e aos gastos com grandes eventos como a Copa do Mundo, chegou de vez aos servidores, com greves em vários setores do funcionalismo.
No Maranhão, o Sinasefe e suas seções sindicais deflagraram processo de paralisação em diversos campi do IFMA (Instituto Federal do Maranhão), com as aulas paralisadas em dois campi na capital (Maracanã e Monte Castelo) e em mais cinco cidades (Alcântara, Codó, São Raimundo das Mangabeiras, Caxias e Bacabal). Segundo o professor Pedro Ribeiro, coordenador do Sinasefe Monte Castelo, as aulas estão paralisadas desde que a greve começou nessa unidade do IFMA, na última segunda-feira, 12 de maio. Durante a Assembleia Geral no Monte Castelo, realizada pelo Sindicato no dia 6 de maio, boa parte dos estudantes declarou apoio ao movimento, vendo aí uma possibilidade de pressionar também pela qualidade na prestação do ensino e na expansão hoje vivida pela instituição, que chega a vários municípios do interior do Estado, mas com perspectivas inferiores às vivenciadas em outros momentos na mesma instituição.

No caso do Judiciário, órgãos como Justiça do Trabalho da Primeira Instância da capital, que funciona no Fórum Astolfo Serra, no bairro da Areinha, em São Luís, bem como a sede do TRE e da Justiça Federal, todos com instalações nesse mesmo bairro, os servidores deliberaram, em assembleias realizadas na última terça, dia 13, e ratificadas em Assembleia Geral da categoria na Justiça Federal na última quinta-feira, dia 15, participar do “Apagão do Judiciário Federal e do MPU”, chamado pela Federação Nacional dos Servidores, a Fenajufe, e confirmado em vários estados – alguns deles já em greve por tempo indeterminado, como Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo. O “apagão”, paralisação de 24h nesses órgãos, é considerado pelos servidores como o primeiro passo para a construção da greve por tempo indeterminado – tanto que, após o ato que haverá nesses órgãos, eles deverão avaliar, em Assembleia Geral, a entrada na greve nacional, com vários outros estados também seguindo nessa direção. No Fórum Astolfo Serra, os servidores devem se reunir a partir das 7h30 da manhã da quarta, 21; os servidores da Justiça Federal, por volta das 8h30, e o TRE a partir das 13h desse dia.
Além desses setores, os professores da UFMA decidiram por também paralisar as atividades na quarta-feira, 21. Eles já têm, em nível nacional, indicativo de greve por tempo indeterminado para o início de junho. Na Universidade Federal, os técnicos já estão em greve há mais de um mês.
Além dos setores federais, na última sexta-feira, 16, em Assembleia, os docentes municipais decidiram, por unanimidade, também entrar em greve.
No caso do serviço público federal, a greve é uma resposta à falta de negociação por parte do Governo. Desde o início do ano o funcionalismo vem trabalhando numa perspectiva de reunir suas reivindicações, que passam pelo cumprimento da Constituição, com o estabelecimento da data-base do funcionalismo, não instituída governo após governo. Eles também requerem o cumprimento dos acordos firmados pelo governo Dilma com os setores que fizeram greve nos últimos anos, não cumpridos sob a alegação costumeira da falta de recursos. Eles consideram esse argumento inválido e, como prova, apontam os gastos com a Copa do Mundo: em janeiro, os servidores federais lançaram Campanha Salarial Unificada, sob o mote “Lutando Juntos a Gente Conquista Serviço Público Padrão Fifa”.


Confira "Carta Aos Pais", na qual os servidores do IFMA Monte Castelo explicam o porquê da greve!


Caros pais e mães,

Os servidores federais dos Instituto de Educação do Campus Monte Castelo, professores/as e técnicos/as administrativos/as, estão iniciando o processo de construção da sua terceira greve, desde que o antigo CEFET se transformou em IFMA. Como os senhores, somos também trabalhadores, pais e mães de família, cientes das nossas responsabilidades enquanto servidores públicos e educadores. É justamente por termos consciência e responsabilidade pública com a educação de qualidade que estamos mais uma vez discutindo e realizando a greve em nossa escola.

Vocês são sujeitos parte da história da construção do trabalho cotidiano nesta Escola. O fortalecimento do trabalho que realizamos todos os dias tem como premissa o trabalho realizado no âmbito da família. O diálogo entre pais e a escola é fundamental para que possamos avaliar os desafios que temos a enfrentar e as ações que temos que construir para um trabalho de qualidade para os filhos de todos os trabalhadores. Com este objetivo, vimos por meio desta Carta dialogar com vocês e apresentar de modo breve atual cenário educacional da Rede Federal de Ed. Profissional e Tecnológica. 

Antes, gostaríamos de destacar que estamos há três anos sequenciados realizando atividades de paralização, seminários de educação para discutirmos as condições e precarização do trabalho na rede federal, reuniões com o governo, atos públicos em Brasília, reuniões com gestores, movimentos nacionais de greve em conjunto com as Universidades. Portanto, nada do que apresentaremos será novo, pois não estamos conseguindo avançar em nossos desafios, o qual seja melhorar as condições de trabalho, as condições de infraestrutura das escolas e o processo de expansão precário que se instalou em muitos munícipios do Brasil e no Maranhão.

Cenário da Greve em âmbito nacional

No Congresso eleitoral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, ocorrido nos dias 27, 28, 29 e 30 de março, foi deliberado a construção da greve nacional a partir do dia 21 de abril. Desde esta data vários Institutos Federais, Colégios Militares, Colégio Pedro II e Universidades iniciaram o processo de paralisação nacional: 11 estados e cerca de 50 campi já aderiram à paralisação. Em diversas IFE (instituições federais de educação), estado de greve, de mobilização e indicativos de adesão ao movimento nacional foram aprovados,  e várias assembleias ainda estão por ocorrer em muitas Seções Sindicais.

Há um movimento nacional de paralisação na esfera da educação, não somente a rede federal, mas também na rede estadual e municipal. Em vários Estados as redes públicas de ensino estão paralisando. Mas esta notícia vocês pais não assistirão na rede globo, na Mirante ou em qualquer meio de comunicação de massa. Porque boa parte da grande imprensa está articulada com os poderes políticos para construir a imagem de que tudo está bem para realização da Copa do Mundo. Quando a mídia noticia as greves que nós professores e técnicos em educação realizamos, nos julgam, nos colocando na condição de criminosos, descompromissados, ativistas. Porém, nenhum meio de comunicação discute com profundidade a situação da Educação Pública no país e o processo de expansão da rede federal e as condições de trabalho que vivenciamos. Nós também somos pais e mães, e quando lutamos por uma educação pública de qualidade lutamos por nossos filhos e pelos filhos de vocês, pelos filhos dos trabalhadores.

Cenário da greve em âmbito estadual

Quem está diariamente nas instituições de ensino sabe que a comunidade escolar enfrenta problemas sérios com a falta de estrutura: faltam professores/as e servidores/as, faltam alojamentos, faltam recursos tecnológicos, faltam refeitórios, faltam bibliotecas, faltam laboratórios, chegam a faltar até mesmo salas de aula em algumas escolas, principalmente com essa malfadada expansão. Temos muitas metas para alcançar, implicando em recebimento de verbas para nossas escolas.

O número de professores e técnicos em educação em processo de adoecimento em local de trabalho ampliou significativa desde o ano de 2010. Trabalhamos em dois níveis de ensino diferentes e em três modalidades. Ofertamos educação profissional em nível médio, concomitante, subsequente, ensino superior, educação de jovens e adultos, educação especial. Além das ofertas regulares, estamos com intensificação de nossos trabalhos devido aos inúmeros programas que hoje a rede federal abriga, por isso, uma das nossas reivindicações junto ao governo federal é a destinação de 10% do PIB para a Educação Pública. Os programas esfacelam e diminuem a verba pública dentro da rede federal.

Não estamos reivindicando somente melhorias salariais, este é o discurso que sempre divulgam com o objetivo de desmoralizar a nossa principal pauta de reivindicação: uma educação pública de qualidade socialmente referenciada.

Reivindicamos:

Verba pública para educação pública, ampliação do investimento do PIB! A rede federal está sendo internamente privatizada por várias parcerias com a iniciativa privada, empresas privadas e por inúmeros programas de qualificação profissional. Vocês já ouviram falar do PRONATEC? Este é um dos programas hoje que mais comprometem a construção de um trabalho de qualidade na rede federal de educação.

Mais concursos públicos! O processo de expansão da rede federal tem como lógica “mais matrículas e menos recursos”. Hoje trabalhamos com um número maior de alunos e com menos servidores (professores e técnicos em educação). O governo ao em vez de realizar mais concursos públicos para as escolas que já existem há mais de cinco anos, tem ampliado a contratação de serviços terceirizados.

Reestruturação da nossa carreira! Desde a greve de 2011 estamos fortemente reivindicando a estruturação da nossa carreira. Nossa proposta é de carreira única dos Trabalhadores em Educação, esta é uma das nossas principais metas.

Isonomia dos benefícios entre servidores da esfera federal! Em outros países os professores são a classe de trabalhadores mais bem valorizada e respeitada, não que desejemos estar à frente de outros trabalhadores. Queremos tratamentos sem diferenciação, com igualdade, isonomia e respeito. Assim, reivindicamos o mesmo tratamento de benefícios (alimentação, saúde, transporte) em relação aos demais servidores do governo federal.

Se o governo brasileiro não valoriza e respeita os seus professores não avançaremos na construção de uma educação pública de excelência reconhecida pela sociedade.

Aos pais, pedimos apoio!

É óbvio que quando os trabalhadores fazem greve não é com o objetivo de causar danos a outros trabalhadores Não é a população o alvo da greve. Mas os governantes, os empresários, os gestores, os patrões. Não recordamos ter visto alguma notícia nos jornais sobre greve de políticos ou empresários. Eles não precisam. Quem faz greve é trabalhador que vive do seu salário mensal, que tem família para sustentar, contas a pagar; que enfrenta condições precárias em seu ambiente de trabalho; que está cansado do arrocho salarial, de ver tudo subir, menos o seu salário; que fica indignado com o descaso da coisa pública, com o desvio de recursos e a corrupção.

Não se faz greve para não trabalhar, se faz greve para se trabalhar melhor. Não se faz greve para prejudicar a população, se faz greve para que a população tenha um melhor serviço público. Não se faz greve para obter ou manter privilégios, se faz greve para se conquistar e garantir direitos. Não se faz greve para dividir os trabalhadores, se faz greve para fortalecer a nossa consciência de classe e o sentimento de pertença a uma determinada categoria. Faz-se greve porque nada nos vem de graça, tudo o que temos é fruto da luta.

Por isso, senhores pais, pedimos o vosso apoio nesse momento histórico tão importante para a educação pública. O que pode parecer um dano imediato para os alunos, significará ganhos históricos para a educação pública. Somos nós, educadores, técnicos administrativos, alunos e pais quem de fato tem interesse pela educação pública de qualidade. Somos nós que devemos lutar pela educação pública, pois serão os nossos filhos, os filhos da classe trabalhadora que serão beneficiados.

 

SINASEFE/SEÇÃO MONTE CASTELO

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sinasefe Monte Castelo junto com demais entidades hoje, 30 de abril, na luta e nas ruas!

Entidades marcam Dia do Trabalhador com lutas! Concentração será às 16h na Praça Deodoro, Centro de São Luís, em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite. Junte-se a nós no Ato Público cuja legítima pauta é a seguinte!


  1º de Maio

TRABALHADORES NAS RUAS E NA LUTA!!

Chega de dinheiro para a FIFA, grandes empresas e bancos!

 

Recursos públicos para saúde, educação, moradia, transporte público e reforma agrária!

 

Basta de violência e de criminalização das lutas populares! Ditadura nunca mais!

O país se prepara para a Copa do Mundo. O governo e a mídia tratam de transformar tudo isso em uma grande festa nacional e internacional.  Mas nada disso pode esconder uma certeza: o Brasil vai se consagrando como campeão da desigualdade, injustiça, exploração e violência contra seu próprio povo.

Estamos convivendo com o caos da saúde pública, o descaso com a educação, a precariedade do transporte e nos serviços públicos, nas três esferas, assim como a falta de moradia e de terra para plantar e produzir alimentos. Desde junho do ano passado este tem sido o grito cada vez mais alto dos trabalhadores e da juventude brasileira.

Para bancos e grandes empresas nunca faltam recursos. O governo isenta as empresas de pagar impostos, repassa quase metade do orçamento para os banqueiros todos os anos através do pagamento da dívida pública. Além disso, o patrimônio publico é privatizado e entregue aos empresários, do petróleo aos portos, hospitais universitários, bancos públicos, aeroportos e estradas. Na copa estão sendo gastos mais de 34 bilhões de reais com a construção e reforma de estádios, aeroportos e outras obras para a Copa, dinheiro colocado nas mãos de empreiteiras, enquanto a população pobre é despejada de suas casas para dar lugar a essas obras.

Isto condena os trabalhadores a uma condição de vida cada vez pior. Dentro da classe trabalhadora, as mulheres, negros e negras e LGBT’s sofrem ainda mais com essa política, pois estão também sujeitos a toda sorte de discriminação e violência. Na periferia das grandes cidades a única presença visível do Estado é a da polícia, promovendo um verdadeiro genocídio contra a juventude e a população pobre e negra. Os casos da ajudante de pedreiro Amarildo de Souza que foi torturado, morto e teve seu corpo ocultado por policiais, a auxiliar de limpeza Claudia Silva Ferreira, baleada e arrastada como se fosse um animal  por uma viatura policial e do dançarino DG do programa Esquenta  que também foi baleado, torturado e morto por policiais, são casos emblemáticos de que a violência racial só cresce em nosso país.

Contudo, os trabalhadores estão lutando e buscando fazer ouvir a sua voz. Assim o fizeram os garis do Rio de Janeiro, que em pleno carnaval carioca mostraram ao mundo a real situação a que são submetidos. Assim também fizeram os rodoviários de Porto Alegre (RS), os operários do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e várias outras categorias pelo Brasil.

Os servidores públicos, diante da falta de negociação por parte do governo Dilma, já iniciaram uma greve desde o dia 17 de março na luta por melhoria dos serviços públicos, data-base, condições dignas de trabalho, negociação e contrato coletivo de trabalho, contra a privatização, a precarização e o desmonte do serviço público.

O movimento popular luta sem trégua por moradia e por melhores condições de vida nos bairros e periferias de todo país.

MARANHÃO

A realidade da vida do trabalhador maranhense continua sendo muito dura. São baixos salários, subempregos, informalidade do trabalho e falta de condições de saúde, educação, transporte, moradia e segurança. O baixíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do estado se reflete nos altíssimos índices de violência ocorridos dentro do sistema carcerários e nos bairros onde residem os trabalhadores e a juventude pobre e negra.  

 

Os trabalhadores do campo e da cidade precisam se organizar cada vez mais para mudar esta situação de exploração e opressão. E isso passa pela derrubada da oligarquia Sarney que há meio século domina o Maranhão saqueando os cofres públicos e condenando mais da metade da população a viver abaixo da linha de pobreza.  Precisamos também manter a luta diária contra a especulação imobiliária, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, a investida do latifúndio e do agronegócio contra os trabalhadores sem terra,  indígenas e quilombolas.

 

- Chega de dinheiro para a Copa, Fifa e para as grandes empresas! Recursos públicos para a saúde e educação! 10% do PIB para a educação pública, já! 10% do orçamento federal para a saúde pública, já!

- Chega de dinheiro para os bancos! Suspensão imediata do pagamento das dívidas externa e interna! Dinheiro para a moradia popular e para o transporte coletivo! Tarifa zero já! Transporte e moradia são direitos de todos!

- Chega de arrocho salarial e desrespeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras! Fim do fator previdenciário! Aumento das aposentadorias! Anulação da reforma da Previdência de 2003 e do Funpresp!

- Respeito aos direitos dos trabalhadores assalariados do campo e agricultores familiares! Reforma agrária e prioridade para a produção de alimentos para o povo!

- Chega de privatizações! Reestatização das empresas privatizadas! Petróleo e Petrobras 100% estatal! Estatização dos transportes!

- Basta de machismo, racismo, homofobia e transfobia!

- Respeito aos direitos dos povos originários, quilombolas e indígenas! Pela demarcação/homologação de suas terras!

- Basta de violência, repressão e criminalização das lutas sociais! Desmilitarização da PM!  Arquivamento de todos os inquéritos e processos contra movimentos sociais e ativistas! Liberdade imediata para todos os presos! Revogação das leis que criminalizam a luta dos trabalhadores e da juventude! Ditadura nunca mais!

- Fora Oligarquia Sarney!

ATO PÚBLICO NO DIA 30.04(QUARTA-FEIRA)

CONCENTRAÇÃO EM FRENTE À BIBLIOTECA PÚBLICA, ÀS 16H.

 

APRUMA / SIND. DOS BANCÁRIOS/ SINTRAJUFE/ SINASEFE MONTE CASTELO/SINASEFE MARACANÃ/ANEL/QUILOMBO URBANO/LUTA POPULAR/QUILOMBO RAÇA E CLASSE/MML/DCE-UFMA

sábado, 26 de abril de 2014

Sinasefe Monte Castelo convoca Assembleia para dia 6 de maio com pauta de greve


O Sinasefe Seção Monte Castelo convoca a todos os servidores de sua base para


ASSEMBLEIA GERAL DIA 6 DE MAIO, NO IFMA MONTE CASTELO

PAUTA: INDICATIVO DE GREVE!

A Assembleia acontece, em primeira convocação, às 15h e, em segunda convocação, meia hora depois, para deliberarmos sobre nosso posicionamento ante a luta nacional de nossa categoria, cuja greve foi deflagrada, em nível nacional, no dia 21 de abril, com várias Seções já tendo aderido à paralisação, e cujo fortalecimento vem se dando a cada dia.
  • Pela valorização do docente e do técnico!
  • Data-Base já!
  • Cumprimento dos acordos firmados!
  • Critérios justos para ascensão na Carreira!
 
Venha para a Assembleia Geral! Dia 6 de maio, às 15h, na Área de Vivência do IFMA Campus Monte Castelo!

 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sinasefe Monte Castelo lança seu primeiro jornal impresso!

O Sinasefe seção Monte Castelo está com o primeiro número de seu jornal impresso nas ruas. Exemplares podem ser vistos circulando no IFMA Campus Maracanã, ou obtidos na Sede Administrativa da Seção Sindical (próxima ao IFMA Monte Castelo, em frente à Caixa Econômica Federal).

Em sua primeira edição, o jornal do Sindicato traz importantes perguntas, que dizem respeito tanto à comunidade IFMA quanto à sociedade de modo geral. A essas indagações, esperamos posicionamento da Reitoria:

- Por que o IFMA gasta milhares de reais em prédios alugados, ao mesmo tempo em que o investimento em sua infraestrutura é feito de forma questionável, com o mesmo serviço tendo de ser feito duas vezes num prédio que nunca fica pronto?

- De quem é a responsabilidade pela gestão desastrosa, que levou a Funcema, entidade de amparo à pesquisa no âmbito do IFMA, à bancarrota? Por que empresas privadas fazem doações para o pagamento de bolsas por esta fundação? Qual o interesse nisso? Essa atitude é legal?

- Veja ainda:

- Sinasefe Monte Castelo e MML realizam debate de nível no Dia Internacional, e de Luta, da Mulher!

- Sinasefe Nacional aprova greve, e em breve teremos assembleia!

- Boa leitura!

Confira o Jornal do Sinasefe Seção Monte Castelo!


terça-feira, 1 de abril de 2014

Greve à vista! 28º Congresso Nacional do Sinasefe aprova greve já a parte de abril

No Maranhão, Sinasefe Monte Castelo adere ao Dia Nacional de Paralisação dos Servidores Públicos Federais, em 19 de março! Na ocasião, as aulas no Campus Monte Castelo foram paralisadas, e os trabalhadores reuniram-se para discutir assuntos de seus interesses, como RSC, Jornada de Trabalho, entre outros.

Essa foi uma preparação geral das categorias do serviço público, em âmbito nacional, para a deflagração da greve geral. Realizado de 28 a 30 de março, o 28º Congresso Naciona do Sinasefe, realizado em Brasília, aprovou que, na nossa categoria, a greve terá início a partir de 21 de abril. O Sinasefe Campus Monte Castelo preparará nossa entrada nessa luta, por isso fique atento para discutirmos juntos a construção de mais essa luta em prol de nossa valorização profissional!

Veja, a seguir, as fotos do dia 19 de março no Campus Maracanã.

E veja nossas reivindicações que foram aprovadas antes mesmo do Congresso, na 120ª Plena, e protocoladas no Ministério da Educação, com itens comuns a todo o serviço público, e específicos dos professores e técnicos da Educação Federal. Acompanhe link para a pauta de reivindicações aqui.